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Situada na Grande Natal, além de Macaíba, a Vara Criminal compreende também os municípios de Bom Jesus e Ielmo Marinho. Contatos: (84) 3271-5074 (Secretaria) / macaibacri@tjrn.jus.br.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Macaíba, de nascida a emancipada.

Macaíba, de nascida a emancipada.

Escolhi Macaíba como local de trabalho há mais ou menos uns 3 anos. Por lá cheguei vindo de Poço Branco, meu antigo local de trabalho. A escolha se deu por motivos pessoais, gostaria de ficar mais perto de minha família, que reside em Natal, há pouco mais de 20 km do Fórum Min. Tavares de Lyra.

Não me arrependo da escolha, trabalho e exerço algumas atividades em Macaíba com prazer e, apesar de reconhecer que atualmente a cidade vem sofrendo com uma onda de violência que me parece não ser exclusividade sua, tenho esperança de dias melhores, sem perder a paixão por andar pela cidade e respirar os ares de sua vasta natureza e de sua rica história, reconhecendo sua importância para o Rio Grande do Norte, sob vários aspectos.

Em "Contribuição indígena à fala norte-riograndense", Protásio Pinheiro de Melo, filólogo e professor do antigo Atheneu, escreve que a palavra "macaíba" dá nome a uma espécie de palmeira de grande porte, cuja construção da palavra vem do tupi "ma'kaí'ba (côco amarelo, o fruto da palmeira).

Quanto à fundação da cidade, é de Marcus Cesar Cavalcanti de Morais, em "Terras Potiguares", a informação de que a ascensão do município se deu com a Revolução Industrial da Inglaterra, seguida da Guerra Civil norte-americana, que gerou uma escassez no mercado internacional do algodão, observada a necessidade de criação de um local para armazenamento e distribuição da commoditie produzida no Rio Grande do Norte, e exportada para o Egito e os EUA, fato que se deu na antiga Coité, então batizada por "Macaíba", no ano de 1855.

O responsável pela façanha foi o comerciante Fabrício Pedroza, consoante nos rememora o historiador Anderson Tavares de Lyra (blog "História e Genealogia": www.histoiraegenealogia.com), que, no ano de 1855, mais precisamente em 26 de outubro, é que Macaíba teria nascido para o mundo, parida que foi da iniciativa de Pedroza, ao converter o antigo Engenho Potengi, depois Ferreiro Torto, e em seguida o pequeno povoado do Sítio Coité, no embrião da cidade que viria a se transformar no que é hoje, a partir de sua coragem empreendedora, percebendo a necessidade de um entreposto para escoamento de produtos vindos do interior do Estado.

Macaíba, situada às margens do Rio Jundiaí, arrodeada por Natal, São Gonçalo do Amarante, Parnamirim, São José do Mipibu, Vera Cruz, Boa Saúde, Bom Jesus, São Pedro e Ielmo Marinho, repleta de lagoas maravilhosas, plena de água de excelente qualidade, recheada de fazendas, restaurantes, zona industrial propícia ao desenvolvimento, com seus cerca de 70.000 habitantes, emancipou-se politicamente de São Gonçalo apenas no ano de 1877, aos 27 dias do mês de outubro, através da Lei Provincial 801, elevada à categoria de vila.

Portanto, são duas datas importantes, porém diversas, a serem comemoradas pelos macaibenses (que nasceram em macaíba) e os macaibeiros (que tomaram Macaíba por adoção, e dela fazem uso, como eu) em outubro: em 26 de outubro (1855) em alusão ao nascimento da cidade de Macaíba, e em 27 de outubro (1877), o aniversário de emancipação política do município.

Por qualquer das datas, fazendo 160 ou 138 anos de aniversário, contudo, temos razões de sobra para comemorar: Macaíba, berço de Henrique Castriciano e da poetisa Auta de Souza; Macaíba, do Dr. Otacílio Alecrim; Macaíba, Augusto Severo de Albuquerque Maranhão, inventor do balão dirigível Pax; Macaíba, do ex-governador Augusto Tavares de Lyra; Macaíba, do mercado onde saboreio queijo de manteiga com café; Macaíba, dos peladeiros de futebol; Macaíba, onde fica a sede campestre da Associação de Magistrados do RN (AMARN); Macaíba, do restaurante Coisas da Roça, fonte de conservação da boa gastronomia regional e da cultura literária potiguar; Macaíba, da Escola Agrícola de Jundiaí; Macaíba, das pessoas honestas e generosas que lá residem ou dali partiram levando e elevando o nome da cidade.


Macaíba, de nascida a emancipada, parabéns, e obrigado por nos acolher diariamente.

 Praça Augusto Severo (Praça do "M")
Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição

Créditos das fotos:  Carlos Ricardo Lima.